Registros de atividades artísticas, culturais e educacionais. Relatos de experiências em sala de aula, na coordenação escolar e na realização de projetos educativos e artísticos.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
A última marola antes da “Primeira Onda”
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Sociedade NÃO TÃO Secreta das bYXXXas
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Clipping: INSANOS "O PESADELO DO TERCEIRO MILÊNIO"
INSANOS – Um mergulho visceral na mente fragmentada
resenha crítica por Anderson Lima
Por mais de uma década, INSANOS tem sido um dos espetáculos mais marcantes do teatro capixaba. O monólogo, escrito e interpretado por Anderson Lima, não apenas expõe os dilemas de uma mente atormentada pela esquizofrenia, mas também convida o público a uma jornada sensorial e emocional profunda.
A peça se destaca pela intensidade da atuação de Lima, que entrega uma performance visceral, alternando momentos de lucidez e delírio com uma precisão impressionante. O texto, fruto de extensa pesquisa e vivência, carrega um peso dramático que se reflete na recepção do público—muitos saem da apresentação visivelmente emocionados.
A direção e a ambientação contribuem para a imersão, utilizando efeitos sonoros e iluminação para amplificar a sensação de inquietação e desorientação que permeia a mente do protagonista. A escolha de trechos santos e profanos no discurso do personagem adiciona uma camada de complexidade, tornando a experiência ainda mais densa e reflexiva.
O espetáculo não apenas entretém, mas provoca debates sobre saúde mental, sociedade e identidade. A esquizofrenia, muitas vezes estigmatizada, ganha um olhar humano e sensível, permitindo ao público enxergar além dos sintomas e compreender a profundidade da condição.
Com apresentações em diversos festivais e teatros, INSANOS se consolida como uma obra essencial para quem busca um teatro que desafia, emociona e transforma.
Se quiser que eu refine algum aspecto da resenha ou acrescente detalhes específicos, me avise! 🎭🔥
sábado, 10 de outubro de 2015
ATIVIDADE PERFORMÁTICA - Esperando Godot
ESPERANDO GODOT
Esperando Godot
Sentou então a segunda voluntária do público, que elogiou o trabalho e disse que deveria acontecer "coisas assim" mais vezes. Notei que ela se sentiu atriz ao se sentar com a performer Rafaela, fazendo pose, usando gestos coordenados e um diálogo mais cênico do que natural, e isso reflete uma real necessidade de mais eventos culturais acontecendo. Ao final ela, "Monia", fez um breve depoimento sobre as sensações que ela imprimiu da performance. Registrar o depoimento de participantes ou até mesmo de ouvintes ou espectadores nos remete ao resultado que queremos ou tivemos. Mas o registro da fala sobre o sentimento não exprime o sentimento em si. Acredito que durante o processo, a "Monia" registrou muito mais sensações do que ela exprimiu em seu relato e apenas se fosse feito um registro com uma câmera fixa alguma coisa poderia ser capturada. Mas qual a função da performance senão o ato em si, sem necessariamente ter importância esse ato. Sentar à mesa se torna tão importante quanto olhar de longe. Porque fica a reflexão sobre a performer que está no lugar de esperar alguém, que ela não conhece e que provavelmente vai lhe trazer algum novo conhecimento, informação ou apenas um simples diálogo. Assim como em "Esperando Godot", onde pessoas, provavelmente insanas, esperam alguém em algum lugar, sem saber necessariamente o motivo.
Desta vez o jantar foi o gatilho de convite, mas muitos outros artifícios podem ser usados para uma aproximação de seres desconhecidos que passam a ter reflexões em comum sobre algo que elas talvez nem supunham conhecer. Esperamos Godot's, José's, João's, Maria's, esperamos contato. Por afeição ou por estranhamento, cada um se aproxima por um motivo, convidado ou não. Um rapaz que estava no ponto e filmou uma parte da ação pelo celular mostrou interesse em se sentar, mas quando convidado disse que teria vergonha. Outra senhora disse que era para deixar para os mais jovens. Muitos jogavam o convite de um para o outro, mas ficava perceptível que todos tinham interesse.
Exaltando Anton Tchekhov na expressão em que diz que há dois tipos de arte, as que gosto e as que não gosto, digo que este trabalho me foi prazeroso desde sua concepção. Escolhi o cardápio e o "empratamento". Realizar um trabalho que vai instigar o público a participar ativamente da obra. O público tem que se dispor a cooperar, e estar propenso ao prazer ou ao desagrado. Não ter a certeza da aceitação perante o estranhamento, o que deveria afastar está na posição de aproximar. Perceber o medo ou a timidez perante uma ação em que o público se transporta para o centro das atenções, pois a atitude é dele, ele tem que chegar e participar de uma atividade que pode ser cotidiana mas em um local totalmente avesso à condição de natural. Sentar-se à uma mesa para um jantar à La Carte num ponto de ônibus pode provocar desejo de experimentação em alguns, ou medo de participação em outros. Gostaria de realizar novamente este trabalho em locais distintos, com públicos diversos e registrar não só a participação daqueles que escolhem se aproximar e participar, mas também daqueles que se mantém distantes. Entender os por quês, os para que e os prazeres e desprazeres de todos envolvidos, público e artistas (performances, equipe de apoio e voluntários)
Sinto uma necessidade latente de uma maior organização antes de promovermos outra ação. Uma distribuição de tarefas com antecedência e um maior empenho de todos na participação. Lembrar que quando há a necessidade de uma equipe de apoio, esta é tão importante quanto o artista performe que estará atuando. Todos somos ramificações do trabalho. Tiro por exemplo a ação da Ana Paula que teve que negociar com uma moradora de rua que havia se apossado indevidamente das sandálias da Rafaela enquanto todos estavam distraídos.
domingo, 4 de outubro de 2015
ATIVIDADES PERFORMÁTICAS - TIRÉSIAS - HAPPENING
Título: "Tirésias"
Tirésias, profeta grego do oráculo de Apolo na Cidade de Delphos... Cego. Famoso pelos escritos de Sófocles nos livros que contam as histórias de Édipo e na Odisseia de Homero. Em Édipo, Tirésias é o cego que tudo vê contrapondo a Édipo que vê mas permanece cego aos fatos que o cercam.
ATIVIDADES PERFORMÁTICAS - MEDUSA
Título: Medusa
Uma das Górgonas, filha de Fórcis e Ceto, a Medusa era uma bela sacerdotisa do templo de Atena, que foi estuprada por Poseidon. A Deusa não se compadeceu e castigou a górgona transformando-a em um ser abominável que ao simples olhar transformaria qualquer homem em pedra. A performance começou com a ideia de brincar nas faixas de trânsito, mas não brincadeiras comuns, era praticamente um jogo com o semáforo, uma disputa entre pedestres e carros onde o tempo de corrida é definido pelas cores verde e vermelho. Assim como a Medusa, um simples olhar, ou o som de um carro acelerando pode te fazer correr de medo ou paralisar.
Vídeo do trabalho: https://www.youtube.com/watch?v=SmDJ-m6vNEo










































