sábado, 3 de outubro de 2015

FRAGMENTOS DE "O PESADELO DO TERCEIRO MILÊNIO"

Hoje sonhei com meus pais... Eles estavam vestidos de branco em um círculo com outras pessoas vestidas de branco. Eu era apenas um bebê no colo da minha mãe, e aquele homem eu acho que era meu pai. Tenho poucas lembranças deles... Lembro o dia em que sacrificávamos um cordeiro, mas eu não via os seus rostos. Sempre que sonho com eles estão de máscaras... Eu só me lembro das máscaras. Eram como animais. A última vez que eu o vi, ele tentou me violentar, mais uma vez. Cortei o braço dele com meu punhal. Ele saiu de cima de mim e disse que ia me vender como prostituta para o primeiro comerciante que passasse. Prefiro ser prostituta de um estranho do que servir aos agrados daquele porco. Por isso coloquei fogo na palha enquanto ele dormia... Tinha medo dele me colocar no caldeirão enquanto eu dormia. Minha mãe ficou fraca, sofrendo de uma febre que não tinha fim... Não foi por piedade, eu queria ver como é a vida saindo do corpo de uma pessoa. Todos os dias os homens da vila vinha em minha casa, era sempre um grupo diferente e eu me deitei com todos os homens da vila. Era a única forma de ter comida no fogo. Pendurei-a pelas pernas e cortei seus pulsos. Deixei o sangue escorrer e a vida sair de seu corpo junto com o sangue enquanto dois jovens descarregavam a tensão do trabalho em mim... Concentrei-me em ver minha mãe morrendo, mas tinha vontade de matar os dois rapazes. Eles falavam que aquele era o verdadeiro fim de uma prostituta... Chamaram minha mãe de prostituta. Apesar de nossa vida, foi ela que me ensinou muito do que sei e ninguém tem o direito de chama-la de prostituta. Bebi o sangue dos dois. Enquanto a prostituta da minha mãe morria eu matava. Senti-me como um animal... Que estava saciando sua fome. Vivi no mato comendo raízes e folhas. Aprendi com os animais selvagens a andar, voar e me rastejar. Por isso estou aqui... Estou aqui para dividir meu poder e multiplica-lo. Eu entrego meu espírito à chama e recebo dela a imortalidade.
A espera me paralisa. Estou sedenta e não posso mais controlar a besta que há dentro de mim. Sinto cheiro de vida vindo em minha direção e desejo toma-la para mim. Sou pior a cada dia, meu tempo não tem fim. O medo não está com minha vítima. Sinto que ele se parece comigo, que seu passado, apesar de curto em relação a minha idade, foi tão duro quanto o meu. Posso ser a destruição de sua vida miserável, mas serei o marco de sua história de eternidade. Não matarei desta vez, o farei senhor das sombras. Com o beijo da morte trarei para meus braços meu fiel amante. Seremos carne e sangue. O que quero vem a meu encontro, caminha pela escuridão da noite a procura da estase surreal que apenas eu posso dar. Sua gratidão pelo presente que darei será a servidão e sua recompensa será a eternidade aos meus pés. De seu sangue sinto o cheiro do ópio desses dias que aterroriza sua mente. Vejo que minha vítima sofreu as desgraças da vida, passou pela tortura do mundo e continua puro de alma. Isso alimenta cada vez mais a minha fome. Ele me provoca a trazê-lo para o mundo da escuridão eterna. Está com medo e mesmo assim tem coragem de entrar nos becos a procura de satisfação para a carne. Serei o seu prazer hoje, enquanto ele me alimenta, inundarei sua mente com os mais belos devaneios. Devorarei sua alma e o tornarei meu eterno servidor. Meu escravo.

Eu morava com meu pai em um sítio. Minha mãe morreu quando eu tinha quatro anos. Nunca tivemos muito contato com o pessoal da cidade e na escola eu era considerado o estranho... Nunca fiz amizades, não tinha namoradas, mas sempre me apaixonei pelas meninas mais bonitas. Nunca teria uma chance com elas. O caseiro tinha uma filha. Ele vivia doente e ela quase nunca estava em casa, mas quando aparecia, meu mundo se transformava. Ela me fazia sentir poderoso. Era como se eu entrasse em transe durante o tempo que ficava com ela. No dia que ele descobriu... O pai dela... Ele correu atrás de mim com uma espingarda na mão... Queria me matar. Meu pai o matou primeiro... O que é a justiça, o que é a vida senão um grande jogo onde nós ganhamos e perdemos e nem sempre sabemos quem dá as cartas... Minha mãe morta, meu pai preso. Nunca mais vi a filha do caseiro e o grande amor da minha vida me deixou... LÍDIA!!! EU TE AMO!!! 
Então vá... Quer sentir a queda? A pressão do ar? Seu corpo se contorcendo com a velocidade da decida?... Você vai sentir seus ossos se partindo ao entrarem em contato com o chão, quebrando-se... Todos. A dor pode ser insuportável e levar à morte, mas, por outro lado, pode apenas te fazer agonizar... Um suicida não tem o perdão dos céus. Imagine a dor de todos os seus ossos quebrados e você, vivo... Uma dor insuportável... Uma eternidade de tempo passando a cada segundo de sua vida, sentindo e vendo a agonia dos que o cercam...

O desespero assim como o medo adocicam a alma... Procuro companhia, mas irei só, se preciso for. Me fortifiquei e me batizei com seu sangue, não por ser sagrado ou profano, mas por trazer fragmentos de sua essência, mas almejo ter o mundo aos meus pés, pois não quero carniceiros em meu encalço. A ganância não me cega, quero dividi-lo com você, pois me liga àqueles que a possuem... Você é eterna como a piedade que sempre está presente no coração humano e enquanto houver faíscas de um ser vivente, lá estaremos. Me apego sem me iludir, pois é a afeição por esses pecados que me fez presente na história. Seu sorriso esboçado me ilumina para a grande obra prima. Surpreendentes façanhas inúteis, que ameaçam sem coagir, provocam sem atacar e matam sem levantar o punhal. Sou como o abutre, não caço e nem aniquilo, espero paciente. Esse é o fim do homem, mas não da humanidade que se renova a cada era para nossa supremacia.
Sou corpo sem carne e espírito sem alma. Sou o condenado e o carrasco, o chicote e o perdão. Me alimento da dor e do sofrimento que inflijo e do pecado que proporciono. Sabedoria não é andar atrás de meu desejo, mas ficar nas sombras esperando que ele passe. Um dia tudo se acaba e como um belo ciclo, se renova e reinicia. Lá eu estarei, aguardando um novo começo. Pronta para, como a fênix, sair em meio as cinzas em busca de um novo ninho.

Morte Súbita!

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Vídeo da Esquete "As Solteironas" dos alunos de 2009 que participou do Festival Nacional de Esquetes
Salão do Imóvel - representação de personagens
Clowns - Inauguração do Palácio dos Brinquedos
Hércules - história narrada, narração representada
arquivo de fotos de 2011
Dia do Abraço de 2008
Fábrica GETA - letra e música de Tamires Braga
"Uma Mesa Para Quatro Cadeiras"
Apresentação no COMUNICATUR em 01 de Junho de 2011 no Anfiteatro da UVV.
Apresentação
Texto e Direção de Anderson Lima
Atores:
Lucineia Alves
Raquel Camatta
Renan Oaks
Rafaela Brites

O Teatro em Vila Velha

O Teatro em Vila Velha

O teatro de Vila Velha vem de tempos bem remotos. Algum tempo depois de iniciada a nossa colonização, os jesuítas escreviam peças de fundo religioso, como o auto "Na visitação de Santa Izabel", escrita em 1597, pelo Padre José de Anchieta e que foi representado em frente da Igreja de Vila Velha.

Os primeiros teatrinhos tinham o nome de "entremez" (curta apresentação jocosa e burlesca). Eram realizados em palcos armados na rua e a assistência sentava-se em esteiras ou bancos.

O teatro vilavelhense se tornou famoso não só pela boa direção do ensaiador, mas também pelo perfeito desempenho dos artistas, rapazes e moças das famílias locais, entre outros: Elpídio Quitiba, João Carneiro, Henrique Caldeira, Nenem e Augusto Aguiar, Manoel Duarte de Freitas, Alcides Rodrigues, Antônio e Adolfo Barcelos, Cleto Rodrigues que, sempre representando o "cínico" da peça, se revelava um ótimo ator, pois fora do palco eram bem o inverso do que representava. Era um homem probo, honesto e de conduta irrepreensível. O Sr. João Ramires, era especializado em papéis cômicos. Recordamos da sua austera figura de homem íntegro e respeitável, muito ao contrário dos personagens que, na sua mocidade, tão bem representava nos teatrinhos. Os pobres encontravam nele um protetor solícito. Era o médico "homeopata" daqueles tempos, distribuindo o remédio para o corpo, acompanhado de um lenitivo para o espírito, sob a forma de uma palavra amiga e confortadora para aqueles que dela precisavam.

Além destes, Pedro e Nilo Nobre, Acelino Lopes, que se vestia de moça, pois naqueles tempos mais antigos as moças não tomavam parte em teatrinho.

São conhecidas várias passagens pitorescas, inclusive anedotas, dos teatrinhos de Vila Velha. Os artistas não se apertavam em cena e lançavam mão de todos os recursos para não fracassarem nos seus papéis.

Certa ocasião um protagonista de um drama devia assassinar seu inimigo (que trazia escondido no peito um papo de galinha cheio de sangue, para ser furado no momento azado). No ato de receber a punhalada, a "vítima", com medo, fez um movimento brusco e o papo rola no palco. O "assassino" não se altera: sai atrás do papo apunhalando-o enquanto exclamava: "miserável, vais morrer..."

De outra feita, o marido traído entra em cena e diz: "que cheiro de papel rasgado!" Isto porque dos bastidores ele observou que a mulher, não achando os fósforos sobre a mesa, rasgou a carta do namorado ao invés de queimá-la.

Um rapaz ensaiou durante vários meses o seu papel que constava apenas do seguinte: aos gritos de "pega-ladrão", teria de entrar em cena armado com um cacete e dizer: "para ladrão temos cacete". No dia da apresentação, entra no palco muito nervoso e sai-se com esta: "para cacete temos ladrão".

Certa vez, Acelino Lopes fazendo seu papel de "moça" desmaia em cena, sendo imediatamente socorrido pelo "médico" (Augusto Aguiar). Na afobação a cabeleira postiça da "moça" agarra no botão do paletó do "médico" e quando este saiu para apanhar água, dá-se o desastre...

Distribuíam-se programas do teatro. Aconteceu que, de certa vez, houve no mesmo dia distribuição de impressos com propaganda de cintas elásticas para homens, exibindo um homem usando somente a cinta. A empregada da família de uma jovem "artista", preta velha e analfabeta que muito a estimava, pensando ver na propaganda um dos artistas do teatro, exclamou: "só admiro Dª Yayá, que é tão cuidadosa, deixá Gorita representá com Docé (Diocécio) nu."

Mais tarde, isto é, há uns 40 anos, os teatrinhos de Vila velha contavam com figurantes bastante treinados, verdadeiros artistas como: Lúcio e Nilo Bacelar, Clementino Barcelos, Miguel Aguiar, Diociécio G. Lima, João Saliba, Elógio Barcelos Duarte de Freitas, Antônio Souza Rodrigues (Canico), Emiliano dos Anjos, Ernani e Romeu Silva e muitos outros. Os "pontos" dos teatros eram: o estimado Joaquim Junqueira, e mais tarde, o saudoso Saturnino Rangel Mauro.

Senhoritas daquele tempo, hoje vovós, adornavam os palcos de Vila Velha. As artistas mais famosas daquele tempo eram: Pepenha e Adília Barcelos, Pepenha e Glorinha B. Freitas, Marina Marcelos, Edina Paiva, Zilda Caldeira, Nilda Coelho, Nely e Maria Queiroz, Mirtes Viana, Iracema e Maria Leão, Honorina Machado, Euclídia Silva, Lotinha, Yvoninha e Dirinha Carvalho, Jacira Silva, Djanira e Maria Aldécia Cruz e muitas outras

Livro: Vila Velha de Outrora
Autora: Maria da Glória de Freitas Duarte - 1990

AULAS 2015/1 - 3

04 DE FEVEREIRO
Hoje recebemos de nossa professora orientadora o novo regulamento dos estágios. Conversamos sobre os projetos de extensão, os grupos de teatro, e as escolas que possuem mais educação e mais cultura. Agendei com alguns alunos a visita as escolas municipais que já estão de acordo em realizar o projeto em teatro na instituição.
Dei um prazo até Terça feira para adequar UMEF's e UMEI's ao projeto e inserir pelo menos um estagiário com remuneração par cada uma delas.
11 DE FEVEREIRO
"Ser e Ter" (Être et avoir) de Nicolas Philibert
Hoje durante a aula assistimos um filme francês estilo documentário que mostra um professor com duas turmas. Uma de crianças com média de 5 anos, em fase de alfabetização e outra de pré adolescentes de mais ou menos 10 anos. O tratamento com os alunos e momentos de diversão, aprendizado e castigo.
11 de MARÇO
Assistimos ao filme "O Mínimo das Coisas" de Nicolas Philibert.
https://youtu.be/tuMRGH5YH64 (link de convite digital para a Mostra Nicolas Philibert 2015)
https://youtu.be/LDLvQyNjmyc Trailler de "Les Moindre des choses" - O mínimo das coisas. com legendas em inglês
https://youtu.be/CKJp9JLqTkY filme completo com legendas em inglês
O debate na sala vai além do filme, passado para que possamos perceber que qualquer pessoa pode e deve se apropriar do teatro e que devemos ter como objetivos apresentar para alguém. Defeitos físicos ou mentais não devem ser impecilhos para o trabalho, nem tampouco a idade, o gênero sexual ou orientação, e mesmo a orientação religiosa.
Percebo quando cito isso que o importante é se despir dos preconceitos. Se devemos nos limitar a algumas temáticas, devido a idades ou religiões, temos ao menos a liberdade de criar um trabalho que deve ser visto, deve ser apresentado.
O filme mostra um trabalho em teatro feito dentro de uma casa para deficientes mentais. No filme os orientadores usam o recurso da musicalização, que é um recurso muito útil para prender a atenção.
Bem lembrado pela Rejane, é que na oficina nós trabalhamos um grupo de teatro como um todo, e se nem todos quiserem fazer parte do elenco, ainda temos iluminação, figurino, contra-regra, divulgadores, etc... "O trabalho de teatro é um trabalho em equipe." (Eugenio Kusnet, 1898-1975).
Devemos nos apropriar dos jogos da Viola Spolin para nosso trabalho de estágio. e Para o próximo encontro devemos trazer um plano de curso, com nosso objetivo e estratégias que iremos usar para atingí-los.
Meu trabalho será fragmentado, e na primeira escola irei fazer um trabalho de intervenção para realização do espetáculo "A Paixão de Cristo" na UMEF Mikeil Chequer". Faremos um planejamento juntos eu, Iasmim e Lázaro. Em sequencia eu vou para a UMEF Vila Olímpica a pedido da área pedagógica da escola para trabalhar literatura. A diretora se dispor a montar um espetáculo com textos shakespareanos, pois ela tem acesso à material e figurinos. Em uma conversa informal listamos alguns textos que envolvem o romantismo de Shakespeare e alguns casais românticos de suas histórias. Nomeamos de "Os amores de Shakespeare" ainda em fase de esperimento. Outra sugestão da diretora foi montar um musical com a temática de CATS, pois ela tem acesso a material para montagem.
Na UMEF Ofélia Escobar, iremos retornar o trabalho eu e Ismael para a montagem do espetáculo "O Patinho Feio" incluindo o teatro no projeto de prevenção ao bullying desenvolvido pela escola.
Na UMEF Maria Eleonora iremos começar um trablaho para vídeo com temas jornalísticos. Não tenho muita experiência no assunto ainda, mas na escola tem uma oficina de jornal, onde os alunos com o oficineiro estão fazendo pesquisa sobre apresentadores de telejornais. Então será provável que em um primeiro momento façamos uma apropriação de alguns personagens jornalísticos marcantes.

Nas três escolas os trabalhos começarão em abril, junto com o projeto de atendimento à comunidade.
20 de Fevereiro
Reunião com Cacilda da UMEF "Mikeil Chequer". Estabelecemos a sexta feira no horário vespertino para encontros com os alunos do 4º e 5º anos para montagem do espetáculo "A Paixão de Cristo" que será apresentado no dia 1º de Abril. Os ensaio acontecerão na sala de dança da escola. Após apresentação do espetáculo, os alunos poderão continuar os encontros com outros estagiários.
Reunião com a coordenação do mais educação da UMEF "Vila Olímpica". Decidimos incluir dois estagiários no projeto, para acompanhamento pedagógico e encontros de teatro que deverão acontecer de segunda a quinta feira matutino e vespertino. Agendamos Reunião com Marcela e Lika para terça feira dia 24 de Fevereiro as 9:00h para acertarmos conteúdo dos projetos. A sugestão de trabalho foi que se montasse uma turma de contação de histórias com os alunos para representar a escola em atividades da rede e um grupo de teatro que estará preparado para leituras e pequenos eventos da rede. Além dos trabalhos de leitura e construção de textos. Eu ficarei encarregado de montar o espetáculo "Os Amores De Shakespeare" e iniciaremos os ensaios no mês de Abril após apresentação da "Paixão de Cristo" da UMEF "Mikeil Chequer".
13 de Março
Fomos na escola eu, Iasmim, Lázaro e Ismael... Tivemos problema de comunicação, pois a direção da escola pediu para que fossemos durante a semana para confirmar (de novo) nossa presença na data agendada. Mas para a próxima semana já está tudo acertado. Faremos dois horários na escola e dividiremos as turmas. A tarde no horário da aula atenderemos os alunos do matutino do 4º ano e depois do horário da aula ficaremos com os alunos do vespertino do 5º ao 9º ano. 
Hoje a Juliana veio fazer aula e fizemos um monte de jogo de expressão facial com ela e depois fizemos contação de história. Ela estava muito tímida, então o Lázaro sugeriu que todos usassem os óculos da invisibilidade, assim ela também entrou no jogo.
ABRAÇOS GRÁTIS
no dia 22 de Maio se comemora o Dia Internacional do Abraço e Todos os anos o GETA distribui pelo centro de Vila Velha e regiões adjacentes abraços para todos aqueles que passam.
A Free Hugs Campaign (Campanha dos Abraços Grátis) é um movimento social que envolve pessoas oferecendo abraços para estranhos em locais públicos. A campanha começou em 2004 por um homem australiano conhecido pelo pseudônimo "Juan Mann" em Austrália. O movimento se tornou internacionalmente famoso em 2006 por causa do videoclip no YouTube da banda australiana Sick Puppies. O vídeo atualmente é um dos mais vistos no site, tendo sido assisistido mais de 72 milhões de vezes (março de 2012). Os abraços são um exemplo de um ato de bondade e humanitário executado por alguém cujo objetivo é apenas fazer as pessoas se sentirem melhores.
Juan Mann criou a campanha cujo objetivo era abraçar pessoas em Pitt Street Mall, uma rua de Sydney, apenas para alegrá-las e incentivá-las a fazer o mesmo com outros. Depois de um tempo, guardas, a polícia e o conselho da cidade o disseram para parar, pois caso alguém se machucasse enquanto o abraçava, a prefeitura poderia ser processada. Mann e seus amigos conseguiram uma petição que juntou 10 000 assinaturas e recebeu permissão para continuar distribuindo abraços de graça.
Em 2006, eu, juntamente com o GETA decidimos “abraçar” a causa e fizemos uma edição do evento em Vila Velha. O grupo de alunos de teatro do projeto de oficinas gratuitas para a comunidade – GETA – saiu pelas ruas do centro da Cidade abraçando a todos que passavam. Entramos em ônibus, paramos taxis e fomos bem aceitos por todos que ganharam o presente gratuito.
Desde então, todos os anos juntamos alunos, ex-alunos e amantes da causa para levar um pouco de carinho as pessoas. Este ano teremos a parceria dos alunos do Curso de Artes Cênicas da UVV, do Centro Acadêmico de Artes Cênicas e do Diretório Geral dos Estudantes, bem como do setor de Projetos Especiais e Eventos da Secretaria de Educação de Vila Velha e dos alunos da Escola Municipal Vila Olímpica.
A ação vai acontecer durante o dia inteiro no campus acadêmico da UVV, no Shopping Vila Velha, na Sede da Prefeitura Municipal e nas ruas de Coqueiral de Itaparica. Queríamos poder abraçar o mundo, mas precisamos começar por algum lugar. E o abraço vai ser grátis, ou quase, porque a cada abraço que dermos pediremos um abraço em troca.
GETA – Grupo Experimental de Teatro Amador – foi um projeto de iniciativa do professor de arte Anderson Lima juntamente com o então secretário de Educação e Cultura de Vila Velha, onde oficinas de teatro são oferecidas gratuitamente a adolescentes, jovens e adultos de toda as idades. O Projeto este ano vem cheio de novidades, uma delas é que faz parte das ações em prol da cultura que serão realizadas na Administração municipal de Vila Velha, pela Secretaria de Educação. O GETA terá sua sede no Galpão do Lions Club, no bairro Divino Espírito Santo, onde acontecerão oficinas e apresentações de espetáculos e cenas curtas. O espaço fica na rua Luis Gabeira, em cima do abrigo municipal João Calvino. O GETA – Grupo Experimental de Teatro Amador foi concebido em 2004 pelo professor/ator Anderson Lima. Desde então a comunidade de Vila Velha conta com oficinas gratuitas aberta a todos que tenham interesse de saber um pouco mais de teatro, com a oportunidade de ampliar seus conhecimentos artísticos. São oficinas de interpretação, maquiagem artística, clowns e teatro de rua.
Em 2015, todos os participantes das oficinas contarão com um aprendizado extra no currículo do GETA. Os alunos de Artes Cênicas da UVV aplicarão oficinas variadas na sede do grupo que fica na Rua Luis Gabeira no Divino Espírito Santo como parte de seus estudos na disciplina de Estágio Supervisionado sob orientação da Professora Doutora Rejane Arruda e acompanhados pelo professor de Teatro da Rede Municipal Anderson Lima. O Registro das aulas e a presença dos graduandos serão efetuados através do Projeto Teatro GETA e serão assinados pelo professor/ator Anderson Lima registrado na DRT sob número 1178/ES.
Anderson Lima, professor, ator, produtor e diretor teatral é formado em Educação Artística pela UFES e leciona na rede pública desde 1997. Com pós graduação em Arte Terapia agora está completando sua segunda graduação acadêmica, cursando Artes Cênicas na UVV.

aulas 2015/1 - 2

05 DE FEVEREIRO DE 2015
Construção de cena a partir do Jogo Teatral - hoje tive uma experiência exemplar... Nossa professora - Lara Couto - me surpreendeu ao aplicar exercícios que eu já conhecia, mas fez com tanta garra que me empolguei para fazer. Começamos com aquecimento e alongamento... Preparamos o corpo e a voz para reconhecermos nosso espaço cênico caminhando pelo palco. Marcamos 4 pontos aleatórios e os usamos como marcos de cena. Num jogo que parecia simples no começo, mas que no final se mostrou de suma importância para construção da ação cênica.
A partir de uma partitura simples, andamos no palco e atuamos conosco e com os outros atores de cena durante a caminhada e depois em nossos pontos de "marco". Em seguida recebemos um tema para a cena - PROFECIA. Tratamos logo de usar o apocalipse que é uma prefecia que todos reconhecemos. Criamos a confusão, a chegada de Cristo e a salvação de alguns em detrimento de seu arrebatamento enquanto outros ficaram na danação. Após apresentação recebemos uma direção e descobrimos que nossa profecia se referia à história Grega "Édipo, Rei". A partir de nossas ações (que criamos pensando em uma profecia) a professora incluiu o texto e o resultao ficou bem mais agradável e natural.
Conclusão: a construção da ação a partir do jogo fica mais emocionante e a criação da cena a partir da ação de torna mais natural e bonita.

Aula de 05 de Março de 2015
Leitura do texto "Édipo, Rei" de Sófocles
Uma primeira leitura tende a não necessitar comentários, mas a aula junto com Lara torna a leitura bem mais dinâmica... Revisamos em certos pontos os fatos lidos e nos pronunciamos dando interpretação ao texto lido, o que foi entendido da história contada e marcando qual ponto se torna marcante no texto. Crianmos uma 'storyline' do texto. De fato percebo que é difícil fazer uma leitura de texto com palavras e termos deconhecidos, falando de deuses que tem significado para os gregos da época. Mas conseguimos interpretar as intenções do roteiro. Algumas vezes demos dois sentidos, coerentes, mas percebo que há muito mais...
RELEASE: Edipo, rei de Tebas recebe os sacerdótes e os decanos do povo que voltam das oferendas do templo de PalasAtena, onde foram pedir misericóridas pelas pragas e maselas que estão sofrendo e esperam que o seu Rei os dê uma solução. O mesmo pede a seu cunhado Creonte (que aparece como rei de Tebas em "Medéia") que vá ao Oráculo de Delfos consultar Tirésias sobre uma profecia que sane os problemas. Em seu retorno, Creonte diz que apenas vingando a morte do Rei Lion, antecessor de Édipo, os problemas serão sanados.
Édipo então se coloca como um Rei justo que dará exílio ao assassino de Lion, se este se proclamar e louros àquele que porventura entregue ao julgamento o culpado, mas Tirésias fala por meio de enigma quem é o culpado pelo crime, então o povo pede a Édipo que traga-o ao reino para elucidar o caso. Várias situações são reveladas e diversos conflitos acontecem... Acusações de traição e descobertas fabulosas que se tornaram fundamentos de estudos da psicologia e psicanálise, criando os tão famosos complexos de Édipo e de Jocasta, onde crianças criam um laço afetivo intenso com suas mães e vice versa.
CÁDMO: Fundador da Cidade de Tebas
TEBAS: Cidade-estado da Antiga Grécia
RAMOS SÚPLICES: Ramos enfeitados de lã usados para pedir súplica por algum fato ou praga no período dos antigos deuses gregos
DECANOS: os mais antigos membros de um corpo diplomático
ZEUS: deus grego filho de Cronos e Reia, regente supremo do Olimpo - morada dos deuses
PALAS: ou Palas-Atena, foi a deusa grega mais representada nas artes antigas. Representava a sabedoria e a estratégia de guerra. Era padroeira de várias regiões da Grécia antiga citada em diversas obras como Iliada e Os Luziadas
AUGÚRIO: adivinhação
HADES: irmão de Zeus, regente do mundo dos mortos que levva o seu nome.
SÓTER: General macedônico de Alexandre, fundou a dinastia ptolomaica no egito. Conhecido como o Rei-Salvador
HIPNOS: deus grego filho de Nix (noite) responsável pelo sono, como reposição do dia de trabalho e não da fadiga. É um daemon grego (interfere diretamente no espírito dos mortais.
TÂNATOS: irmão gêmeo de Hipnos que personifica a morte, ou responsável pelos mortos.
DELFOS: Cidade grega que era considerada o centro do universo (omphalos) onde se situava o Oráculo de Apolo
APOLO: deus grego da juventude e da luz (as vezes chamado de Febos - brilhante) Era símbolo de beleza grega, representava a purificação dos mortais e inspirava as profecias.
VATICÍNIO: previsão
TYKHE - acaso
...CONTINUA...
 Aula dia 06 de Março - reposição
concluímos a leitura do texto de "Édipo, Rei". Lara, a professora, pediu que nos uníssimos para montar a primeira cena em "Story'nPictures".
O drama de "ÉDIPO" circula a razão humana, o acaso do destino e o Oráculo. Édipo, prepotente se torna frágil enquanto o destino faz cumprir as profecias do oráculo. Dois são os principais argumentos - a família e o destino predito. Édipo se sente superior à desisão dos deuses, mentiras contadas são reveladas para dar cabo à trama. Jocasta, mãe-esposa, se auto condena após julgamento próprio, talvez por remorso de ter entregue o próprio filho à morte, ou por descobrir que um estranho foi mais piedoso deixando-lhe vivo, talvez por descobrir que foi progenitora de crias de sua própria criação, ou ainda por ter desacreditado das profecias e então ter percebido que a razão é dos deuses. Édipo faz seu julgamento valer antes da decisão dos deuses e se automutila como punição maior, Mesmo não esperando a decisão do oráculo, faz valer sua palavra de exílio ao culpado, sendo agora cego e equivalente a Tirésias que antes já o havia criticado por não querer ver. Como o verdadeiro pai, Édipo tenta burlar o destino previsto pelo oráculo, fugindo de tudo que o provocaria a agir conforme predito, foge de perto dos pais que ele achava que eram verdadeiros. Por fim Jocasta se enforca no leito nupcial e Édipo fura os olhos e se condena ao exílio, deixando seu reino e sua prole como herança ao cunhado Creonte.
A cena vai ate a chegada de Creonte.
Em sala começamos pensando em iniciar a cena com o Sacerdote fazendo a leitura dos augúrios, jogando na pira as entrenhas de sacrifícios, na boca de cena.
Sai o sacerdote e entra Édipo, do centro da alta do palco: "Descedentes de Cadmo! Por que trazeis ramos súplices? Tens a primazia da palavra. O meu intuito é dar total auxílio".
O povo que entrou pela plateia se junta ao sacerdote que desceu do palco e ficou no meio da platéia.
SACERDOTE: "Naufraga a Pólis. Morre no solo - calices de frutas; morre no gado, morre na agonia do aborto. Recém chegado a Tebas nos poupaste do ônus que impôs a Esfinge, ajuda agora Édipo, pois todos clamam, todos te suplicam uma saída. Melhor entre os melhores, reergue a pólis.
Aula dia 12 de Março de 2015
Conta o mito que Tirésias indo orar no monte Citorão, situado entre Colono e Tebas, encontrou um casal de serpentes copulando. Ele então matou a fêmea e imediatamente foi transformado em mulher. Sete anos depois, retornando ao monte, encontrou outro casal de serpentes e desta vez matou o macho, voltando a ser homem. Sendo então conhecedor da sexualidade tanto feminina quanto masculina, proveniente de todos os sentidos e sensações de genitálias, foi convocado por Zeus para auxiliá-lo em uma dúvida que tinha junto a sua esposa Hera. Quem sentia mais prazer no sexo? O homem ou a Munlher? Temeroso de dar razão a um em detrimento a outro, Tirésias disse que se o prazer pudesse ser dividido em 10 partes, nove delas seriam da mulher. Irada, Hera o cegou. Por piedade, ou pelo prazer da vitória na peleja, Zeus o deu o poder da previsão (mantis). Tirésias, que era mestiço filho de uma ninfa, e por tanto teria um tempo de vida prolongado, tornou-se então o Elucidador do Oráculo dedicado a Apolo na cidade de Delfos. Alguns autores e roteiristas atribuíram a Tirésias a situação de hermafrodita.
Tirésias é personagem marcante em Édipo, Rei, pois é o responsável por trazer ao povo a profecia que aniquilaria toda a felicidade da família do monarca. É também citado na Ilíada, de Homero, quando Odisseu (Ulisses) se perde no caminho de volta a Ítaca e desce ao hades para pedir o auxílio do adivinho. Foi tema do espetáculo surrealista de Apollinaire "As Mamas de Tirésias", que em meio aos horrores da segunda guerra traz frases de pacificação, num texto de cunho feminista colocando Tirésias como um transexual que teria por isso o poder de dominar o homem, já que teria o conhecimento das frustrações machistas.
Sua participação em Édipo, o transforma no antagonista quase que mais heróico que o próprio protagonista do enredo, pois o mesmo, sendo cego, tenta mostrar a Édipo o que ele não consegue enxergar mesmo tendo visão. Sábio, nega-se a falar sobre as profecias destinadas ao rei, por saber que o mesmo se valeria de sua posição hierárquica para subjulgar a verdade nas palavras do vidente. Então, deixa para reflexão, que a cegueira que o acompanhava o mostrava mais verdades que a ilusão de visão que Édipo tinha, levando o rumo da peça para a cegueira imposta à Édipo, por ele mesmo, por não ter enxergado a verdade antes. Então Tirésias aparece para fundamentar a cegueira de Édipo no final.
É claro, são situações complexas. Édipo não deveria fugir de Colono para escapar do destino predito pelos deuses, mesmo porque se é destino, não tem como escapar. Ao chegar a Tebas, ele nunca imaginaria que a Rainha era sua mãe, mesmo porque sua mãe estava em Colono. Porém se ele se atenta-se ao que lhe foi dito, quando questionou a paternidade de Pólibo, seu então pai. e recebeu como resposta uma profecia, que os deuses destinaram para ele um fim trágico. Ele começa, a partir daí a desrespeitar a vontade dos deuses.
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O tema de Sófocles é o destino humano, o destino do herói que sofre e é destruído. Suas tragédias são marcadas por dois tipos de sofrimento, aquele que advém de um excesso de paixão e aquele que brota de um acidente. O mal produzido pelo homem é formado no molde fixo do caráter humano e o acidente decorre da natureza do universo. Embora Sófocles aceitasse oficialmente os deuses gregos, estes não afetavam sua filosofia.A peça mais antiga de Sófocles, Ájax, ainda apresenta influências de Ésquilo e uma estrutura dramática muito simples. Nas suas obras seguintes, vai gradualmente tomando um rumo oposto, adotando uma forma excessivamente lacônica e abrupta para finalmente encontrar o meio-termo entre ao dois estilos, atingindo o método apaixonado e no entanto contido que caracteriza todas as suas últimas peças; as únicas que chegaram até a nós. Entre as obras de Sófocles que merecem destaque, seguem-se Antígona, a tragédia da mulher que enfrenta as leis e o governo para respeitar os mandamentos divinos e morais, mas acaba massacrada pelo Estado. Sua obra-prima, contudo, é Édipo rei (na verdade, o título da tragédia seria "Édipo o Tirano", mas devido a uma série de traduções incorretas, o título "Édipo Rei" acabou por prevalecer popularmente) a tragédia do homem perseguido pela fatalidade do destino: transformado em rei, busca um assassino que, na verdade, é ele mesmo, descobrindo, ao final, ter matado seu próprio pai e desposado a própria mãe."
disponíel em http://www.infoescola.com/biografias/sofocles/ consulta: 13/03/2015

A prepotência que Édipo assume ter, não lhe é tranparente. Ele provavelmente foi compilado a se tornar assim, por ser revolucionário e querer ser dono de seu próprio destino, não tendo que fazer o bem ou o mal apenas por que os deuses assim o quiseram. Era perceptivelmente adorado por seu povo, e talvez esse estado que tenha provocado o ciúme dos deuses, dando-lhe seu trágico destino, já previsto antes mesmo de seu nascimento. Neste caso provocamos as ideias de "se", ou seja, se os deuses já sebiam que Édipo se tornaria independente e adorado, e isso não lhes agradaria, por que não eliminá-lo antes de nascer, ou após seu nascimento? Deixá-lo para servir de exemplo? Lembrando que apesar dos temas de Sófocles serem transcendentes... ultrapassarem as barreiras do tempo e nos provocar a sensação de que aquilo foi escrito para nós, devemos lembrar que as mancias eram mitos e as peças de teatro, como provocadoras de ilusão da realidade. Eram usadas para incitar o povo a temer não apenas aos deuses, mas principalmente seus sacerdotes.
A aula de hoje começou com aquecimento corporal, alongamento e tonificação do plexo e um exercício rápido de coordenação motora. Depois tivemos 10 minutos, cronologicamente contados para nos organizarmos e passarmos os últimos detalhes de nosso trabalho da aula anterior. Então apresentamos os quadros que criamos para as cenas. No primeiro momento apresentamos marcações simples para a entrada de Édipo, que no texto já inicia com diálogo, então provocamos um prólogo, que pode ser extendido para a entrada do público. A "mantike" (leitura dos augúrios) estará sendo realizada enquanto o público entra em cena. O sacerdote, em transe, como nos antigos rituais dos augúrios, recebe das Greias ou Moiras as entranhas de animais para adivinhar o porque das pragas em Tebas. Podemos usar aí uma sonoplastia sombria, junto com os sibilos das tais bruxas, que conversam por ondas mentais, até a frustração do sacerdote por não conseguir entender o que está acontecendo e levando o povo a uma revolta organizada que levará as portas do palacio do Rei uma passeata de decanos e representantes para pedir que o mesmo resolva o problema. Enxugamos o texto para que frases representativas ilustrassem o sentido do todo. Marcamos algumas repetições de frases, que ainda estão cruas e podem ser mais temperadas de acordo com o entender da história. Ainda estamos assimilando as intenções de cada fala e de cada personagem.
Ficou como atividade de casa a chegada de Creonte e a solução que ele trouxe do oráculo para os problemas da cidade de Tebas.
A apresentação do segundo grupo foi bem contemporânea, feita com palavras soltas das falas do texto, que fazem referência a discussão de Édipo e Tirésias. Fizeram duplas e se posicionaram pelo palco, e a cada palavra proferida por um ou outro personagem, as duplas repetiam como eco, ou espelho. No segundo momento da aula, a professora pediu que eles se apropriassem de frases mais completas, pois só as palavras, por mais interessante que tenha ficado, não estava dando o sentido da cena no contexto geral da história, remetiam apenas a ação (uma briga, ou discussão). Começaram em sala, mas ficou como exercício de casa do grupo.
18 de março
19 de março - reposição 
25 de março

ensaio de Édipo. foram cenas intensas... Lara passou as frases do texto que farão parte do espetáculo. O dialogo de Édipo com o povo e depois com Creonte.

REGISTRO DE 28 DE ABRIL A 19 DE JUNHO
Esse segundo semestre foi intenso e para mim um pouco confuso devido a uma disfunção psicodepreciativa que me aconteceu. Esse fato resultou em uma falta de registro por data decorrente a deficiencia de minha presença em algumas aulas. Mas o resultado alcançado foi compensador e não deixou vestígios de "problemáticas" provenientes de qualquer falta de conteúdo.
O processo de aprendizagem na disciplina se deu a partir da repetição sistemática das marcações de cena acompanhadas com a leitura de alguns textos de apoio. A direção da professora Lara Couto deu suporte à absorção do conteúdo previsto. O uso de uma linguagem simples e de fácil entendimento por todos foi um dos fatores que valorizou e auxiliou no processo de ensino aprendizagem.
Durante o percurso, a professora usou de uma técnica de direção para nossa associação à interpretação baseada em quadros, ou HQ. Dentro de intervalos, haviam reflexões sobre o trabalho efetuado. A primeira cena do espetáculo escolhido, Édipo, foi ensaiado como uma jogo onde todos repetiam a frase para que o responsável por ela pudesse se apropriar de um ou outro sentimento emitido durante a leitura e formulasse sua maneira de representar.
Outra técnica usada foi a associação a um animal. Foi um jogo interessante que envolveu a todos. Cada um sentia um animal interno e a regra do jogo era que a cada ordem da professora esse animal fosse aflorando até tornar-se 100%. Depois recolhido e misturado ao nosso personagem com um percentual que o tornasse humanizado. No meu caso, esolhi um urso. Acreditei no momento que poderia se assemelhar à Édipo, que era meu personagem, pela arrogância vinda de seu poder e força. Sustentei, como mandou a direção, o animal junto ao personagem durante todos os ensaios e até a apresentação final.
Outra técnica usada foi a visualização de fora da cena, como construiamos imagens, a cada formação a professora pedia que alguém ficasse de fora da montagem listando "solucionásticas" para a realização da mesma. Foi assim na montagem da aparição de Tirésias na discussão com Édipo. Houve a formação de uma imagem que representava as várias vozes do Profeta responsável pelo Oráculo de Delphos.
O jogo das três vezes também foi usado durante o processo. Nomeado por Lara, nós realizávamos a cena, apresentávamos, discutíamos sobre certo e errado, ensaiávamos e voltávamos a apresentar... Três apresentações com reflexão antes da Lara passar o que deu certo e o que não deu. Daí misturamos nossas ideias com as orientações dadas pela direção e temos a cena pronta.
A reflexão sobre todo o processo se converte ao resultado final. Houveram vários problemas, onde minhas faltas foram um deles, outro problema perceptível era a dificuldade de leitura pela falta de costume dos alunos. Durante todo o processo eu entrei em várias discordâncias, por ter idéias diferentes de direção, mas abri a mente e concebi a ideia de ser dirigido. Não tenho muitos registros devido aos ensaios serem periódicos e repetitivos, fazendo meu discurso se tornar mediocre. Resolvi então dividir os registros entre textos e imagens captadas e finalizo com a filmagem da apresentação.

Reflexão sobre filmes

10 de Fevereiro de 2015
Blade Runner (no Brasil, Blade Runner, o Caçador de Andróide)
Ano: 1982 dirigido por Ridley Scott
ATIVIDADE: Descrição do Corpo
O Homem sendo interrogado: corpo tensionado, demonstrando apreensão. Mostra no olhar a tensão imposta na cena. O movimento do tiro é cortado e mostra já o homem na posição do disparo... As suas dúvidas, enquanto personagem, aparecem na intensidade da fala e na rápidez das resportar. Durante o filme seus olhos permanecem muito arregalados, mostrando sempre apreensão, os músculos da face quase não se movem... o desvio do olhar é rápido... está sempre vigiando para saber se não está sendo vigiado, olhando de um lado para o outro.
Os olhares nos personagem representam uma interpretação exagerada da fala interna que fica quase audível (estou dirigindo uma nave espacial, quero te matar, eu sei quem você é, etc...). Poucos movimentos corporais, muita rigidez... Diferenciação dos andróides que conforme vão adquirindo sentimentos ao longo do filme, os representa pela movimentação do corpo, mais rígido ou mais relaxado.
O desvio rápido do olhar é muito usado para criar a sensação de interpretaçao das mudanças de sentimento... a postura mais ereta do corpo também (tristeza ou frieza imóvel)
O corpo não reage coerentemente à cena. Só se percebe pelo olhar.
 Aula de 03 de Março
O Garoto da Bicicleta
Vimos o filme "O Garoto da Bicicleta" dos irmãos Dardenne.  Uma grande parte dos sentimentos do filme é mostrada no trablaho de Thomas Doret, que interpreta Cyril, que somente com o olhar é capaz de transmitir boa parte do tormento interior de seu personagem,  num momento crucial de contato com a sua fragilidade no mundo. 
Utilizando técnicas  para cinema de contenção  (limpo), neutralidade  (sem expressar o que está pensanso) e intensidade  (super objetivo) o filme nos leva a refletir sobre a condição humana.  
Nas cenas em que o personagem recebe as notícias que podem abalar toda sua estrutura, o ator mantém a neutralidade e apenas com a intensidade do olhar nos faz entender suas intenções. 
Quando Cyril agarra-se a Samantha dentro do hospital e a mesma cai no chão sendo apertada por ele, suas expressões continuam neutras,acompanhando suas falas, mas contrapondo com a intensidade da cena.
http://youtu.be/TbSKYcXUMhQ - trailler do filme "O Garoto da Bicicleta"
http://youtu.be/ED1fpkEzPq8 - crítica da "Veja"... Ela até que fala bonitinho, mas tá mais para um release da história do filme com alguns comentários.

10 de Março de 2015

Entre os Muros da Escola / Entre les Murs

De Laurent Cantet, França, 2008
Com François Bégaudeau, Agame Malembro-Emene, Angélica Sancio, Arthur Fogel, Boubacar Tore, Burak Özyilmaz, Cherif Bounaïdja Rachedi, Esmeralda Ouertani
Roteiro François Bégaudeau, Laurent Cantet, Robin Campillo
Baseado no livro de François Bégaudeau
Produção Haut et Court, Canal +, Centre National de la Cinématographie, France 2 Cinéma. Estreou em SP 13/3/2009.
Cor, 128 min
Filmado com três câmeras.
Um filme que deveria ser visto por todos aqueles que querem seguir a carreira de professor. De estilo altamente naturalista, o roteiro de ficção quase se confunde com um documentário. Entre os Muros da Escola ganhou a Palma de Ouro em Cannes (foi o primeiro filme francês a levar o prêmio máximo do festival em mais de 20 anos), teve indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro; colecionou no total sete prêmios e sete indicações. Os segundos cadernos dos grandes jornais brasileiros dedicaram páginas e páginas a ele.
Com tons de documentário utilizando os efeitos de real, de bastidores, com naturalidade extrema, usando câmera na mão, recurso que dá mais naturalidade as filmagens. Acontecem movimentos que parecem involuntários na imagem com o "balançar da câmera". Os atores, tanto o professor quanto os adolescente usam divisão de foco com objetos e "sombras" do personagem, mexendo nos cabelos, coçando o nariz, comendo a tampa da caneta, entre outros.
utiliza muito detalhes dos outros atores passando em frente a câmera, dando um pequeno ar de sujeira o que torna o filme mais natural e realista. Um "quê" de exagero nos movimentos de mãos e expressões nos rostos dos alunos também completam o ar de realismo da obra, que tem um roteiro construído a partir das situações que muitas vezes percebemos em sala de aula real. Usa o efeito de texto vivo, com sobreposição de falas, os atores falam juntos, numa sequência que não atrapalha a continuação e o entendimento do roteiro.
Muitas vezes percebemos um flash de indicação da cena seguinte como no momento em que dois meninos estão conversando, mesmo sendo o professor insistente em ser o centro das atenções na aula, e logo na sequência o assunto da conversa entra no roteiro. A câmera parece por muitas vezes estar acompanhando o movimento do ator com pequenos balanços ou do objeto que está em foco, acompanhando o seu percurso (como quando o professor chuta a cadeira e ela cai no chão), como já citado.
O texto no total parece ter sido escrito em "escaleta", ou esqueleto da cena, onde o roteirista coloca a sua idéia, o que ele quer que o público sinta ou entenda da obra e daí pode-se criar quantos capítulos se interessar de acordo com o desenvolvimento do trabalho ou o desenrolar das ações. Se dá com o uso de falas improvisadas referentes à ação, no contexto da cena. É um trabalho estrutural que deve ser feito de forma muito criteriosa onde se coloca todos os fragmentos e possibilidades dramáticas que devem fazer parte da ação, mas deixando os complementos da cena a cargo dos atores.
O filme traz a tona diversas questões sociais, de etnia, classe social e de autoridade. O filme foca uma classe do oitavo ano de uma escola pública da periferia de Paris, nos dias de hoje, e portanto com uma forte presença de imigrantes e/ou filhos de imigrantes africanos, muçulmanos, orientais, antilhanos. Acompanhamos o trabalho do professor de Francês, François Marin (François Bégaudeau), também supervisor dessa turma de alunos; vemos as relações entre os diversos professores, vemos as relações entre os alunos. Cerca de 80% das seqüências são dentro da sala de aula; toda a ação se passa dentro da escola.
A presença dos preconceitos aparentes nos próprios alunos e a pertinência no assunto mostra o lado esquerdista do filme, que tenta mostrar que por mais evoluído que seja o Pais (pois a França é um país de primeiro mundo), possue questões de aceitação social como qualquer outro país, desde os menos desenvolvidos, aos mais desenvolvidos.
Um dos fatores que facilitou a sensação de realismo, de filme-verdade, é que o Ator François Bégaudeau, que interpreta o professor, foi o roteirista do filme baseado em um livro de sua autoria. E para completar, ele também foi professor, ou seja, conhecedor profundo da realidade retratada no filme. Teve um laboratório real.
"Se o que vai dizer não é mais importante que o silêncio, cale-se" (tradução da tatuagem do personagem "Souleymane", interpretado pelo ator Franck Kelta)
Filme completo - Legendado
Uma crítica aos fatores políticos tratados no filme, de menor importância para as questões de interpretação mas como base referencial para as intenções de algumas cenas:
 17 de Março
Taxi Driver
Roteiro:  Paul Schrader
Direção: Martin Scorsese
Elenco:
Robert De Niro como Travis Bickle
Cybill Shepherd como Betsy
Jodie Foster como "Easy" (Iris Steensma)
Peter Boyle como "Wizard"
Harvey Keitel como "Sport"
Leonard Harris como Senador Charles Palantine
Albert Brooks como Tom
Martin Scorsese como passageiro do táxi de Travis
Victor Argo como dono de mercado
Steven Prince como "Easy Andy", vendedor ilegal de armas

De Niro faz o primeiro filme de Scorsese em 72 "mean street" e De Niro sugere ao diretor um estilo de direção. "eu quero mostrar a ação da forma mais verdadeira possível!!!" solidão , frustração, ansiedade e medo. Jodie Foster relata que foi a transição dela de atriz mirim para atriz adulta. "Foi o filme mais difícil que fiz em estúdio, os estúdios estavam cansados de copiões"... Depois trabalharam juntos de novo De Niro e Scorsese, agora com Lisa Minelly em N.Y. N.Y.!